Avenida Paulista: diversidade

Luiza Tofoli dos Santos

aluna da 1ª série do E.M. – CNSD

agosto de 2017.

Reunindo shows, arte, cultura e muita música, a Avenida Paulista – tendo como experiência três tardes de domingo – pode ser considerada como o centro da diversidade em São Paulo (contendo o maior índice de “Fora Temer” do Brasil). É a perfeita solução para os que dizem não se conectar com arte por ser muito caro; durante um período de 8 horas (das 10h ás 18h) todos os domingos, qualquer um pode andar livremente ao longo de toda a extensão da avenida, afinal, ela fica fechada para o público– basta ter a disposição para andar debaixo do Sol (ou chuva).

No quesito estrutura, é muito bem organizado: as ruas são fechadas e contam com a supervisão de policiais, há bases comunitárias móveis circulando lentamente na extensão da avenida e esta ainda conta com uma base dos Direitos Humanos e Cidadania em apoio aos LGBT – mesmo que aos poucos, o governo parece se desvencilhar do preconceito que ainda habita algumas mentes fechadas.

A FIESP tem um projeto muito legal chamado "Domingo na Paulista", a programação vai das 10h às 16h30 e quem aparecer lá no prédio poderá ver apresentações de teatro, música e participar de atividades físicas, oficinas criativas, receber orientações sobre saúde, nutrição e muito mais – tudo de graça. No terceiro domingo de julho (16/07/2017), por exemplo, houve um tributo à banda Queen; não dava quase para andar de tanta gente.

Andando de ponta à ponta, a avenida apresenta os mais variados estilos de música: uma hora você ouve rock, depois de andar mais um pouco, escuta country, forró, música indígena, funk, rock de novo. Mais para frente há um grupo de dançarinos de rua, uma estátua humana, hipnose grátis e por aí vai. Além disso, há pessoas de todos os estilos, etnias e idades; casais heteros, gays e lésbicos; grupos de amigos góticos, pessoas que não tem medo de dançar sua música preferida na frente de um amontoado de gente. E é toda essa diversidade, esse choque de culturas, pensamentos e arte, que cativa, inspira. Todos são muito diferentes, individuais – mas é essa a graça do coletivo: todos juntos, compondo a diversidade.

 

Foto tiradas pela Luiza Tofoli