Dezembro vermelho:

uma luta contra a AIDS

 

Stefany de Oliveira Corrieri,

Aluna da 3a série do E.M.

Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA - em inglês: Acquired Immunodeficiency Syndrome- AIDS) é causa pelo vírus HIV, que se espalha através de fluídos corporais e afeta células específicas do sistema imunológico, conhecidas como células CD4 ou T. Sem o tratamento antirretroviral, o HIV afeta e destrói essas células específicas do sistema imunológico e torna o organismo incapaz de lutar contra infecções e doenças.  

 

História da doença

No começo do século XX, os habitantes da selva africana tinham o costume de se embrenharem pela densa mata em busca da carne dos macacos. Durante a caça, muitos macacos apresentavam resistência e mordiam os seus futuros predadores. Logo que conseguiam abater um exemplar, esses caçadores colocavam o animal morto e ensanguentado em suas costas. Não raro, o sangue do primata abatido entrava em contato com as feridas daquele caçador africano.

Naquele exato instante, o SIV – um vírus que ataca o sistema imunológico dos macacos – entrava em contato com o organismo humano. Em pouco tempo, a ação desse micro-organismo dava origem ao HIV, responsável pela Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). Nesse meio tempo, vários comerciantes de carne de macaco circulavam pelo território africano em cidades onde gastavam seu lucro com as prostitutas locais. Dessa forma, a AIDS acometia as suas primeiras vítimas.

Inicialmente, o reconhecimento da doença e sua transmissão pelo ato sexual eram completamente desconhecidos. Os relatos dos sintomas da AIDS eram comumente confundidos com algum tipo de pneumonia ou anemia profunda. Ao atingirmos a década de 1960, as várias guerras de independência no continente africano fizeram com que alguns infectados se refugiassem na Europa. A partir de então, o vírus da AIDS foi se espalhando em novas regiões do planeta.

Um dos primeiros casos registrados no continente americano apareceu no Haiti, no ano de 1978. Na década de 1980, período em que a doença começou a ter maior notoriedade. As explicações para a AIDS circulavam em torno das mais variadas hipóteses. Inicialmente, alguns especialistas identificaram como uma espécie de câncer que acometia somente os homossexuais. Além disso, recomendava-se que o contato com os doentes fosse sistematicamente evitado.

Por conta da alta mortalidade, várias noções equivocadas começaram a se direcionar contra os portadores do vírus HIV. Entretanto, nas últimas décadas, novas pesquisas indicaram as formas de transmissão da doença e que qualquer pessoa – independente da sua escolha sexual – poderia ser acometida pela síndrome.

 

Sintomas

PRIMEIRA FASE

SEGUNDA FASE

TERCEIRA FASE

Fase conhecida como sintomática inicial, é onde os linfócitos T ou CD4, conhecidos comumente como glóbulos brancos do nosso corpo começam a ficar baixos, numa taxa de menos de 200 unidades por miligrama de sangue, o que em uma pessoa normal varia de 800 a 1200 unidades.

Nessa fase os sintomas mais comuns são:

Com o sistema imunológico bem enfraquecido, nesse momento começam a surgir às doenças oportunistas, que pelo enfraquecimento excessivo do sistema de defesa, estão mais propensas e mais fortalecidas para se instalarem.

Muitas pessoas quando chegam nesse estágio não sabem que estão com o vírus contraído ou preferem não seguir o procedimento corretamente indicado pelo especialista e desse modo desenvolvem doenças como:

 

Contágio da doença

A questão do contágio da doença ainda gera muito preconceito entre as pessoas. É preciso combater a falta de informação com fatos corretos, pois caso contrário, o preconceito e o caos na sociedade estão instaurados em um caso que pode ser resolvido de uma maneira bem simples com o tratamento adequado.

As maneiras de contagio da doença se dão por meio de:

Mesmo que o portador do vírus não apresente os sintomas,  já existe a possibilidade de passar o vírus para outra pessoa.

Dessa maneira, se você convive com uma pessoa que tem AIDS é importante saber que algumas formas de contato comum NÃO são maneiras de contagio, como:

 

Tratamento

O tratamento da AIDS é feito com medicamentos antirretrovirais que são fornecidos gratuitamente pelo SUS. Estes medicamentos combatem o vírus e fortalecem o sistema imune, mas não curam a doença porque a cura da AIDS ainda não foi descoberta.

Apesar disso, é importante seguir o tratamento da AIDS para diminuir a carga viral, aumentando o tempo de vida, e também para diminuir o risco de desenvolver as doenças relacionadas a AIDS como a Tuberculose e a Pneumonia, por exemplo.

 

Quando começar o tratamento da AIDS

O tratamento da AIDS deve ser iniciado imediatamente nas pacientes grávidas ou quando o indivíduo apresentar no exame de sangue:

Se o tratamento antirretroviral for iniciado quando o paciente encontra-se numa fase mais avançada da doença é possível que haja uma inflamação chamada Síndrome Inflamatória de Reconstituição Imune (SIR), no entanto esta terapia deve ser mantida e o médico poderá avaliar o uso da Prednisona por uma ou duas semanas para ajudar a controlar a inflamação.

 

Onde fazer o tratamento da AIDS

O tratamento da AIDS pode ser feito pelo SUS, onde o indivíduo recebe os medicamentos e tem acesso ao teste de HIV, que deve ser realizado cerca de 3 vezes ao ano, para o controle da doença.

 

Tratamento medicamentoso da AIDS

O tratamento medicamentoso da AIDS é feito com o uso de um coquetel de medicamentos composto por:

 Os efeitos colaterais que o coquetel para AIDS pode causar são:

Estes sintomas são mais comuns no início do tratamento e tendem a desaparecer com o passar do tempo. Mas, sempre que surgirem, deve-se comunicar ao médico, pois se pode diminuir a sua intensidade trocando o medicamento por outro ou ajustando a sua dose.

O coquetel deve ser tomado sempre na dose certa e na hora certa todos os dias para evitar que o vírus fique ainda mais forte, facilitando o surgimento de outras doenças.

Durante o tratamento da AIDS pode haver um comprometimento nos rins, no fígado e nos ossos e por isso o médico pode receitar medicamentos para o controle dessas doenças.

A alimentação também é muito importante no tratamento da AIDS porque previne doenças crônicas, fortalece o sistema imune e ainda ajuda a combater os efeitos colaterais da terapia antirretroviral. 

 

Quando voltar ao médico?

Após a primeira semana de tratamento o paciente deve voltar ao médico para verificar as reações aos medicamentos, e após esta visita, ele deverá voltar ao médico uma vez por mês.

Quando a doença se estabilizar, o paciente deverá voltar ao médico de seis em seis meses, realizando exames semestralmente ou de ano em ano, dependendo do seu estado de saúde.

 

Prevenção da doença

As maneiras mais indicadas e comuns para que se evite contrair a doença são:

Com o avanço da medicina, já é possível que mães soropositivas possam ter filhos que não tenham a doença, tudo isso por meio do não contato da criança com o sangue da mãe e nem o líquido amniótico, é preciso também que a cesárea seja planejada e não haja o rompimento da bolsa.

É preciso também que a mãe soropositiva não amamente a criança, pois o leite materno contaminado também é uma maneira de contagio da doença.

 

Vacina

Uma pesquisa espanhola conseguiu desenvolver uma vacina para AIDS que mostrou ser 90% eficaz.

Os pesquisadores ainda não concluíram o estudo e agora estão tentando descobrir por quanto tempo a vacina tem efeito e se ela também pode de alguma maneira tratar a doença.

As “cobaias humanas” da pesquisa, ao receberem a vacina batizada de MVA-B relataram sentir efeitos adversos passageiros como dor de cabeça, mal-estar e dor no local da injeção e mostraram estar 95% protegidos contra o vírus HIV.

Esta vacina protege o indivíduo contra o tipo B da AIDS, mais comum na Europa, América do Norte, Central e Sul, mas não protege contra os outros subtipos do vírus HIV.

Segundo os investigadores é difícil conseguir elaborar uma vacina contra a AIDS que seja totalmente eficaz, pois os vírus são mutantes e estão sempre mudando sua forma e é difícil conseguir produzir anticorpos contra este tipo de vírus.